Arquivos para a Categoria ‘20ª edição’

Cemitério de Camarate vai ter forno crematório

Maio 9, 2008

Fábio Canceiro

O presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, anunciou hoje que o cemitério de Camarate vai ter um crematório no âmbito das obras de ampliação, mas não avançou com nenhuma data.

Este projecto irá custar à autarquia de Loures cerca de quatro milhões de euros, e inclui obras de ampliação e construção de um crematório, que além de servir o município de Loures, “poderá ser utilizado por munícipes de concelhos vizinhos”, disse Carlos Teixeira.

O autarca não quis, no entanto, adiantar a data para a conclusão da obra.

Actualmente existem em Portugal seis fornos crematórios: dois em Lisboa, Porto, Açores, Ferreira do Alentejo, Elvas e futuramente em Camarate, Loures.

Este anúncio, ocorreu durante a assinatura de um protocolo entre o Município de Loures e a Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL), que se fez representar pelo presidente Nuno Monteiro.

Este protocolo estabelece as condições em que vai ocorrer a Conferência e a Exposição Internacional do Sector Funerário, Ambiente e Cemitérios, uma iniciativa da AMBIFUNER, que irá ocorrer em Loures nos dias 16,17 e 18 de Maio.

“É a primeira vez que organizamos um evento destes à escala mundial, e encontramos aqui uma oportunidade de mudar as mentalidades de quem trabalha neste sector”, referiu Nuno Monteiro, presidente da ANEL.

Para Nuno Monteiro, “existem ainda muitos passos a dar no sector cemiterial, como por exemplo na avaliação que se faz dos impactos ambientais, nomeadamente na contaminação dos solos”.

“Ainda não existe hoje, por exemplo, uma legislação que se refira aos cemitérios e aos impactos ambientais”. Esta exposição, seguida de uma conferência, poderá ser muito útil para ajudar a mudar mentalidades”, aponta

Para Carlos Teixeira, presidente da Câmara Municipal de Loures, esta iniciativa mostra que a autarquia está a “fazer a diferença pela positiva, ao proporcionar um espaço de partilha de conhecimentos de uma matéria pouco discutida”.

“É preciso estar a par das novas técnicas científicas disponíveis, algo que constitui um desafio permanente à sociedade civil”, apontou

Ex vice-presidente da câmara cria movimento independente para concorrer às eleições

Maio 8, 2008


Fábio Canceiro

Vítor Peixoto, ex-vice-presidente socialista da câmara de Odivelas, está descontente com a actual presidente Susana Amador (PS), e decidiu formar um movimento cívico independente para concorrer às eleições autárquicas de 2009.

Vítor Peixoto, além de vice-presidente, foi responsável pelos pelouros dos Transportes, Obras Municipais, Desporto, Fiscalização Municipal e Protecção Civil, cargos que exerceu a até 26 de Abril do ano passado altura em que renunciou ao seu mandato alegando “falta de lealdade e fidelidade por parte do Executivo e do Partido Socialista local”.

Agora, um ano depois da sua renúncia, Vítor Peixoto, em declarações à Lusa, confessa que está a preparar o regresso à vida política, mas “desvinculado de qualquer partido”, por acreditar que estes “têm muitas limitações e amarras”

“A minha vida partidária está esgotada, mas a minha actividade cívica não, porque sou incapaz de estar parado”, afirma.

O Movimento Odivelas no Coração, foi constituído a 16 de Janeiro deste ano, e conta com uma comissão instaladora de seis elementos [entre eles Vítor Peixoto], que dirigem o movimento até à realização das primeiras eleições para os seus Órgãos Sociais da Associação.

“Somos um movimento que não está contra ninguém, nem mesmo contra os partidos políticos, aliás o movimento até pode ter um efeito regenerador no seio dos partidos pois obriga-os a adoptar outra postura”, afirma Vítor Peixoto, explicando que aquilo que o movimento pretende é “simplesmente defender e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de Odivelas”.

“Hoje existem mais condições para o surgimento de movimentos cívicos, porque as pessoas estão cansadas do modo como é gerida a causa pública e por isso cada vez se afastam mais da participação cívica. Neste movimento as pessoas terão total liberdade e autonomia, pois não olhamos a cores partidárias”, garante Vitor Peixoto, salientando que “neste executivo municipal acontece isso”.

Quanto ao movimento, o antigo autarca diz que “tem sido bem recebido pelos odivelenses que têm demonstrado um grande interesse em participar”.

“Há muita gente que se cruza comigo na rua e me vem falar do movimento e no seu interesse em participar nele. Isto quer dizer alguma coisa”, constata.

“Insatisfação e falta de identificação” são os sentimentos de Vítor Peixoto para com as políticas do executivo liderado pela socialista Susana Amador, as quais na sua maioria considera “irresponsáveis e sem rumo por não estabelecerem as reais prioridades”.

“Como é possível uma câmara que está endividada, gastar neste mandato sete milhões de euros em Cultura”, questiona, defendendo que “não é uma área prioritária”.

A Saúde é “outra pedra no charco tanto no concelho de Odivelas como a nível nacional”, diz Vítor Peixoto que lamenta “a atitude passiva da câmara municipal”.

“Temos um centro de saúde prometido para Odivelas há mais de 20 anos e até agora nada. O actual situa-se num prédio sem as mínimas condições”, diz, defendendo que “a expansão demográfica do concelho fez sentir necessidades de construção de outros centros de saúde na Ramada, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto”, sendo que os dois últimos se encontram protocolados com o governo desde 2001, “sem que esse protocolo seja cumprido”. Por resolver está ainda a construção do centro de saúde da Pontinha “por razões que se prendem com impasses burocráticos de entidades do estado”, explica.

A transferência das urgências para Loures resulta, na opinião de Vítor Peixoto, da “inoperância e incapacidade do actual executivo municipal PS e PSD”.

“Esta presidente da câmara não passa de uma delegada do governo. Não é capaz de defender o seu território como outros autarcas o fazem”, afirma, dando o exemplo da autarca de Setúbal.

“É necessário fazer pressão sobre o poder central. Uma câmara tem de fazer mais e melhor, não apenas show off e publicidade, gastando rios de dinheiro para promover a imagem da presidente”, realça.

Vítor Peixoto lamentou ainda o facto de 35 mil odivelenses estarem sem médico de família, e referiu que “o buzinão que se fez ouvir no passado dia 5 de Abril foi um claro sinal de insatisfação da população”.

Caso o Movimento Odivelas no Coração vença as eleições em 2009, Vítor Peixoto diz que pretende “alterar as prioridades de intervenção municipal de acordo com as necessidades e características do território”, assim como “dotar a câmara de um serviço de qualidade e proximidade com os cidadãos”, pois, na sua opinião, “o actual serviço camarário é muito burocrático”.