
Estávamos perto da uma da madrugada, quando, na sede de campanha de Luís Filipe Menezes, começam do nada a surgir os primeiros festejos. Aí se percebeu que o ainda Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia havia vencido as directas sociais-democratas. Por outro lado, na sede de campanha de Luís Marques Mendes, estavam todos cabisbaixos e o desalente era total.
Luís Filipe Menezes vencia estas eleições e acabava de se tornar o 13º Presidente do Partido Social Democrata, naquelas que foram provavelmente as eleições mais polémicas de que há memória.
Durante toda a campanha, e nomeadamente durante a última semana, houve muita violência verbal entre os dois candidatos. Parecia valer tudo: Menezes acusa o seu adversário de ser um tirano, fazendo inclusive uma comparação com as eleições de 1958 que opuseram Humberto Delgado a Américo Tomás, enquanto que Mendes preferiu atacar o governo, acusando o seu opositor de não ter um projecto para o país.
Nos últimos dias, muito se falou do caso das quotas em atraso, particularmente dos militantes açorianos, que em protesto não votaram, e quase que essa questão criava um enorme terramoto dentro do PSD. Santana Lopes veio a público defender que se devia adiar as eleições e que uma identidade exterior ao partido deveria assegurar o bom funcionamento das mesmas.
Subitamente, começam a parecer aparentemente centenas de quotas pagas dos mais diversos sítios, entre eles em Maringá, no Sul do Brasil, onde 200 militantes sociais-democratas pagaram as suas quotas em atraso. Os apoiantes de Menezes acusam os de Mendes de pagarem quotas por Multibanco, como arma eleitoral.
Polémicas à parte, o que ficará sobretudo para história é que os militantes do maior partido a oposição decidiram mudar de rumo, dando a sua confiança a um homem que tem obra feita no Concelho de Vila Nova Gaia, que recebeu mais 4 mil votos que o seu adversário.
Luís Filipe Menezes, o vencedor da noite, naturalmente satisfeito, revelou que conta com Marques Mendes para o apoiar na sua oposição a Sócrates, pois este “é um militante experiente”. Mendes, por outro lado, desejou felicidades ao homem que o derrotou.
Miguel Pereira
Ao longo dos próximos meses os CTT vão oferecer centenas de milhar de envios de correspondência aos clientes, como compensação pela quebra da quebra da qualidade sofrida no ano passado, divulgou a empresa.
Na semana em que o semanário “Tal &Qual” publica o seu último número a Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem (APCT) revela os dados da imprensa relativos ao primeiro semestre deste ano.